Vídeo em destaque
Mensagem do Blog Povo Ameríndio para o Dia do Índio de 2009
"Mas agora ele só tem o 19 de Abril..."
Muito se fala sobre o passado, especialmente sobre o extermínio dos índios norte-americanos. E o presente, e os índios brasileiros? Este vídeo de 3min e 43s apresenta uma visão forte sobre o assunto.Essa é uma homenagem do Blog Povo Ameríndio a todos aqueles que são nativos das américas ou seus descendentes.
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sábado, 9 de julho de 2011
O que é Xamanismo?
Nome genérico dado às atividades de práticas mágicas, geralmente realizadas por um xamã, ou feiticeiro, que busca contatar mundos e forças sobrenaturais, invocar ou incorporar espíritos ou entidades divinas. Aparece em diferentes cultos religiosos da Ásia Central e Setentrional, África, Américas e Oceania, em culturas antigas em diferentes estágios de evolução, particularmente nas sociedades indígenas. Por essa razão, o xamanismo não é considerado uma religião propriamente dita, mas um traço característico a diversas religiões. Usualmente, as principais tarefas destinadas a um xamã são a cura, a adivinhação e a busca de soluções para problemas ou questões da coletividade. É comum que o xamã entre em estado de transe emocional e que utilize plantas, animais e minerais em sessões rituais, que podem incluir a ingestão de bebidas muitas vezes alucinógenas.
(FONTE: http://www.renascebrasil.com.br/f_religiao10.htm)
(FONTE: http://www.renascebrasil.com.br/f_religiao10.htm)
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domingo, 13 de março de 2011
Seleções Xamãnicas II
A Grande Invocação Oração Xamânica
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Seleções Xamãnicas I
Para os índios, a música serve como meio de contato com as forças espirituais que controlam o universo.
O grande tema das músicas é a Natureza. Na mitologia de várias etnias indígenas, são os animais que ensinam a música aos homens.
Na bela história dos índios Wakuénai, do Amazonas: o criador do Universo que é chamado Kuwai, cantou e com sua voz deu origem a todas as coisas que existem. Quando Kuwai morreu e se transformou em árvore, os índios construíram flautas de sua madeira e tocaram para que o Universo não morresse também.
(FONTE: http://www.iande.art.br)
A partir de hoje, o BLOG POVO AMERÍNDIO inicia a publicação da série: SELEÇÕES XAMÂNICAS. Aproveite e viaje através da sonoridade de mantras ou músicas místicas indígenas.
O grande tema das músicas é a Natureza. Na mitologia de várias etnias indígenas, são os animais que ensinam a música aos homens.
Na bela história dos índios Wakuénai, do Amazonas: o criador do Universo que é chamado Kuwai, cantou e com sua voz deu origem a todas as coisas que existem. Quando Kuwai morreu e se transformou em árvore, os índios construíram flautas de sua madeira e tocaram para que o Universo não morresse também.
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A partir de hoje, o BLOG POVO AMERÍNDIO inicia a publicação da série: SELEÇÕES XAMÂNICAS. Aproveite e viaje através da sonoridade de mantras ou músicas místicas indígenas.
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domingo, 5 de outubro de 2008
Mayuta: o Pajé Kalapalo e seu conhecimento xamã
É interessante saber que quem se habilita a ser um pajé precisa ficar recluso seis anos, sem sexo, dentro de uma oca onde a luz do sol raramente entra. Mas isso nos faz pensar no choque cultural entre a sabedoria indígena e o dinamismo da "sociedade da informação", onde - nessa última - a importância da informação é direcionada à guerra hipercompetitiva de mercados que visam a produção para satisfazer as necessidades (desejos?) de um mercado consumista e arrogante - mesmo que não tenhamos nos dado conta disso.
Élon Brasil é um artista plástico brasileiro, auto-didata, de excelente formação cultural e consciente de seu papel de cidadão-formador-de-opinião. Sua obra é composta por imagens da terra: índios, negros e caboclos, cercados por textura e cores marcantes. Sua temática busca ressaltar e preservar a cultura brasileira e suas próprias raízes.

Lendo o livro "Élon Brasil e as nossas raízes encantadas" (EDITORA TERCEIRO NOME) - e admirando suas belas artes - encantei-me também pela passagem em que Élon conta em seu depoimento a Damásio Contreras um ritual de "pajelança" na aldeia Kalapalo (Sul do Parque Indígena do Xingu). Segue a transcrição:
"Havia uma índia passando mal, cuspindo sangue. Moléstia chamada, na região, de "doença de índio", como se fosse tuberculose. O sangue vinha em golfadas, a índia gemia sem parar. Os próprios índios diziam: ela vai morrer. Disso, Élon não tinha a menor dúvida.
Mayuta se fez acompanhar de outros dois pajés. Em geral, a "equipe médica" é composta de três, chefiada pelo pajé principal. Conversando com os outros pajés, Mayuta determinou a estratégia da abordagem terapêutica. Os pajés cantavam baixinho, algo como um mantra; Mayuta pegou aquele seu cigarro longo e largo, acendeu-o, e ficou soprando os tragtos no peito da índia doente.
Depois, mandou-a abrir a boca e jogou a fumaça dentro. Tudo acompanhado de frases inacessíveis ao conhecimento de Élon. O cigarro era feito da mesma folha que o artista havia conhecido, nos fins de tarde ao lado do xamã.
A sessão toda durou cerca de doze horas. Iniciou-se em um começo de noite, atravessou a madrugada e viu o dia raiar. O contato com a doente, a fumaça no peito e dentro da boca, levou pouco tempo, apenas três horas, mas os curandeiros ficaram ali, como que rezando pela índia adormecida.
Logo cedo, a moça levantou, como se não tivesse acontecido nada. Pegou um filho, pôs no colo e andou pela aldeia, pra lá e pra cá. Chegou a se dirigir ao artista plástico, provavelmente porque o viu na longa sessão de tratamento, falou alguma coisa para ele, que não entendeu.
Diante desse acontecimento, Élon percebeu, muito nitidamente, o quanto nos afastamos da nossa essência. Convenceu-se de que a arrogância transforma nossos átomos, por mais humanistas que imaginemos ser. Em uma cidade grande, estamos cercados de Mal por todos os lados. De repente, é preciso que um espiritualista das selvas, um Mayuta, venha nos ensinar que a natureza pode muito. Quase tudo."
(Brasil, Elon. Elon Brasil: e as nossas raízes encantadas / depoimentos a Damásio Contreras; [tradução para o inglês Juliana Spink]. São Paulo: Editora Terceiro Nome, 2008)
Élon Brasil é um artista plástico brasileiro, auto-didata, de excelente formação cultural e consciente de seu papel de cidadão-formador-de-opinião. Sua obra é composta por imagens da terra: índios, negros e caboclos, cercados por textura e cores marcantes. Sua temática busca ressaltar e preservar a cultura brasileira e suas próprias raízes.

Élon Brasil - Menina Kalapalo
Lendo o livro "Élon Brasil e as nossas raízes encantadas" (EDITORA TERCEIRO NOME) - e admirando suas belas artes - encantei-me também pela passagem em que Élon conta em seu depoimento a Damásio Contreras um ritual de "pajelança" na aldeia Kalapalo (Sul do Parque Indígena do Xingu). Segue a transcrição:
"Havia uma índia passando mal, cuspindo sangue. Moléstia chamada, na região, de "doença de índio", como se fosse tuberculose. O sangue vinha em golfadas, a índia gemia sem parar. Os próprios índios diziam: ela vai morrer. Disso, Élon não tinha a menor dúvida.
Mayuta se fez acompanhar de outros dois pajés. Em geral, a "equipe médica" é composta de três, chefiada pelo pajé principal. Conversando com os outros pajés, Mayuta determinou a estratégia da abordagem terapêutica. Os pajés cantavam baixinho, algo como um mantra; Mayuta pegou aquele seu cigarro longo e largo, acendeu-o, e ficou soprando os tragtos no peito da índia doente.
Depois, mandou-a abrir a boca e jogou a fumaça dentro. Tudo acompanhado de frases inacessíveis ao conhecimento de Élon. O cigarro era feito da mesma folha que o artista havia conhecido, nos fins de tarde ao lado do xamã.
A sessão toda durou cerca de doze horas. Iniciou-se em um começo de noite, atravessou a madrugada e viu o dia raiar. O contato com a doente, a fumaça no peito e dentro da boca, levou pouco tempo, apenas três horas, mas os curandeiros ficaram ali, como que rezando pela índia adormecida.
Logo cedo, a moça levantou, como se não tivesse acontecido nada. Pegou um filho, pôs no colo e andou pela aldeia, pra lá e pra cá. Chegou a se dirigir ao artista plástico, provavelmente porque o viu na longa sessão de tratamento, falou alguma coisa para ele, que não entendeu.
Diante desse acontecimento, Élon percebeu, muito nitidamente, o quanto nos afastamos da nossa essência. Convenceu-se de que a arrogância transforma nossos átomos, por mais humanistas que imaginemos ser. Em uma cidade grande, estamos cercados de Mal por todos os lados. De repente, é preciso que um espiritualista das selvas, um Mayuta, venha nos ensinar que a natureza pode muito. Quase tudo."
(Brasil, Elon. Elon Brasil: e as nossas raízes encantadas / depoimentos a Damásio Contreras; [tradução para o inglês Juliana Spink]. São Paulo: Editora Terceiro Nome, 2008)
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